O mundo paralelo das academias

Na época do colégio eu fugia de fazer exercícios. Desde que isso não envolvesse correr uma área muito extensa, é claro. Foi assim que já consegui ficar em recuperação em Educação Física. Tive que fazer um trabalho escrito que me garantiu passar de ano, ditado pela minha mãe indignada (ela também sempre odiou exercícios), mas foi bem melhor do que jogar handball.
Hoje eu sei que exercícios são sinônimo de saúde. E que não vai adiantar você se encher de blush pra parecer garotinha, pois na hora do goodbye, a área inferior dos seus braços vão te entregar.
Estou aprendendo como funciona o mundo das academias, e é diferente de todos que já freqüentei. Eu observo de fora, não faço parte de sua evolução.
Os instrutores estão sempre elétricos, interessadíssimos em ajudar as garotas malhadas. Os homens levantam pesos muito pesados. Eu não entendo o motivo de fazerem isso, afinal os baixinhos ficam parecendo uma rolha de poço porque sua largura ultrapassa sua altura e os altos ficam parecendo caçadores da idade da pedra. Alou? Hoje em dia as mulheres precisam de inteligência, não de serem salvas de tigres-dente-de-sabre.
As garotas usam macaquinhos de malha brancos com estampas florais, porque a estampa realça a forma. Eu, que vou contra a corrente e adoro o que caiu de moda, não abro mão da minha legging preta com camiseta comprida.
É engraçado e diferente estar num local como esse, porque nunca fez parte da minha vida o culto ao corpo.
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Boring

Nesse brand new year, tudo parece so damn old. Bom se fosse old school, tipo a música que te faz pular da cadeira e se sentir a dancing queen.
Não. Esse old que eu estou falando é boring.
Vejo a beleza da vida no diferente, no criativo. A graça de viver são as coisas que me inspiram. Me fazem perder o folego. Parece que elas se ofuscaram num emaranhado
de wannabes.
O que pode ser brilhante quando todos fazem o que for preciso pra ter seus 15 minutos de fama? É a busca por repercutir num desfilezinho de Shopping ou festinha de ano-novo. No Big Brother ou nas redes sociais comuns. Ou mais wannabes ainda, as redes fashion.
Meu cérebro não comporta mais e quantidade de informação, descobertas, expressões e pessoas. E perdi o saco de procurar o incrível, pois o mundo está lotado de banalidades e tranqueiras.
Acho tudo bem deja vú e nem quero ver. O comum que pensa ser belo, o povo que se diz tão interessante cai num abismo - ou num lixão do tamanho do lixão do pacífico, e pensa que arrasa.
Só hoje em dia é possível conhecer 800 pessoas com os mesmos sonhos. Eles os compraram numa feira? Outras 500 com o mesmo estilo e outras 600 com os mesmos ideais. Se tendência é uma chatice em moda, imagina em comportamento.
Essa eterna tentativa de sermos exclusivos em massa está nos fazendo gastar tempo e dinheiro demais. E acabamos todos iguais, um copiando ao outro, seguindo o mesmo refrão. Tô cansada do mesmo padrão. I wish I was like you, easely amused. But I´m not.
Hello, hello, hello, how low.
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Preconceito

É engraçado ver os homens falarem sobre o preconceito. Ontem, no jogo Brasil x Holanda, os capitães de cada time leram um discurso sobre o preconceito no esporte (no caso, o futebol masculino) contra negros. Vendo de longe, acho estranho pensar que exista tal preconceito, afinal os negros possuem comprovadamente maior força e resistência, e são atletas muito representativos. Agora, durante a minha aula de Planejamento de Gestão de Moda, o professor fala sobre o preconceito no mercado de trabalho contra homossexuais. Ok. Engraçado como esses homens só olham pro próprio umbigo, mesmo que seja pras suas variações homossexuais ou negras. Ninguém falou das mulheres, ninguém citou as médias salariais mais baixas e a falta de crédito que as mulheres sofrem, e mesmo no mundo da moda. É claro que se contratm muitos homossexuais, afinal eles são homens. E por isso, ganham mais que as muheres.
09:38 | | 0 Comments