O mundo paralelo das academias


Na época do colégio eu fugia de fazer exercícios. Desde que isso não envolvesse correr uma área muito extensa, é claro. Foi assim que já consegui ficar em recuperação em Educação Física. Tive que fazer um trabalho escrito que me garantiu passar de ano, ditado pela minha mãe indignada (ela também sempre odiou exercícios), mas foi bem melhor do que jogar handball.

Hoje eu sei que exercícios são sinônimo de saúde. E que não vai adiantar você se encher de blush pra parecer garotinha, pois na hora do goodbye, a área inferior dos seus braços vão te entregar.

Estou aprendendo como funciona o mundo das academias, e é diferente de todos que já freqüentei. Eu observo de fora, não faço parte de sua evolução.

Os instrutores estão sempre elétricos, interessadíssimos em ajudar as garotas malhadas. Os homens levantam pesos muito pesados. Eu não entendo o motivo de fazerem isso, afinal os baixinhos ficam parecendo uma rolha de poço porque sua largura ultrapassa sua altura e os altos ficam parecendo caçadores da idade da pedra. Alou? Hoje em dia as mulheres precisam de inteligência, não de serem salvas de tigres-dente-de-sabre.

As garotas usam macaquinhos de malha brancos com estampas florais, porque a estampa realça a forma. Eu, que vou contra a corrente e adoro o que caiu de moda, não abro mão da minha legging preta com camiseta comprida.

É engraçado e diferente estar num local como esse, porque nunca fez parte da minha vida o culto ao corpo.

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